PESQUISE NUMA BOA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

É SÓ APLAUSO


No diário “LANCE” o Sr. Ricardo Teixeira (segundo Juca Kfouri) disse que a cidade que vaiar a Seleção Brasileira de Futebol não receberá mais seus jogos.

Ora, Sr. Ricado, quem paga ingresso para um espetáculo de futebol tem o direito de aplaudir ou vaiar. Tudo com civilidade. Agora, a Seleção de Futebol do Brasil só é a “Pátria de Chuteiras”, para quem lê o latente e comunga com a estética nelsonrodrigueana, articulando o poético e recriando o imaginário. Mas, isso não vale para o povão ignorante, ou melhor, para esse pobre povo desdentado, analfabeto, desnutrido, mal-educado, sem escolaridade, bagunceiro, com pouquíssimas informações, assistido por programas governamentais demagógicos, mas eleitores, sim senhor..., pois vaiar faz parte de seu repertório, quando percebe que não foi para ver uma porcaria de jogo que ele pagou! Mas, ainda, se formos analisar o futebol como diversão, à la império romano, aí mesmo é que o Sr. Ricardo Teixeira não tem nenhuma razão, pois o povo brasileiro, como o povo romano, tendo atingido após tantas glórias ("como nunca se viu na história desse país"), a mais torpe abjeção, só uma coisa pode e deve exigir: "panem et circenses", com muito barulho vaias, gritos e outras "coisitas" mais, tanto nos estádios de futebol, como em Brasília ou, ainda e principalmente, no Castelo desse Deputado Federal Mineiro sem vergonha, Corregedor, Edmar Moreira.
UMA VERGONHA, MEU POVO! ACORDEM BRASILEIROS!!!!!!!!!!!!!




ATÉ A PRÓXIMA

domingo, 30 de novembro de 2008

ÁGUA NO CHOPP

'BlogBlogs'

Agora, depois do empate entre São Paulo e Fluminense na casa dos paulistanos, além de um pênalti claro, deixado de ser marcado pelo juiz, só por falta de coragem, pois ele estava perto da jogada, quero ouvir aqueles comentaristas que na semana passada achavam o São Paulo muito melhor do que o Fluminense, dizendo que essa partida nunca poderia ser uma de disputa de título, conforme dissera alguém bem lúcido e destituído de paixões esdrúxulas. O Fluminense nunca "deixou a casa sozinha"! "Sempre teve gente em casa", como disseram os jogadores do tricolor carioca, durante a semana que antecedeu essa partida, onde o resultado foi muito melhor para o São Paulo do que para o Flu, conforme atestou Murici Ramalho, em entrevista ao EPORTV, depois do jogo. É, São Paulo, água no chopp é um refresco horrível! Fica pra próxima semana, mas muito cuidado! Valeu Fluminense!
Até a próxima.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

MALA BRANCA E OUTROS DELITOS





Negrito


O programa da TV Globo, Globo Esporte, de 27 de novembro desse ano de 2008, anunciou que, no portal da Globo.com, seção Esportes, há uma enquete para a livre expressão dos internautas sobre três recentes assuntos polêmicos que atingem o futebol, dentro e fora de campo. Fora de campo, diz respeito a tal da MALA BRANCA, uma forma de presentear um jogador, com dinheiro, para que ele se empenhe ao máximo, no jogo que fizer contra um adversário que deve ser derrotado, a fim de favorecer, na tabela, o time que oferece essa ajuda pecuniária. Esquisito, não? Até a explicação é confusa. Mas é isso mesmo. Um tipo de propina velada, ou sei lá o quê. Isso é posto, como se o jogador profissional já não ganhasse o suficiente para se empenhar ao máximo contra qualquer adversário. Dentro do campo, há duas perguntas sobre comportamento. Primeiro, quanto à SIMULAÇÃO DO JOGADOR, fingindo estar machucado, para ganhar tempo. A segunda, diz respeito à ININTERRUPTA ATUAÇÃO FALTOSA dos jogadores, com a intenção deliberada de parar o jogo, impedindo a organização do adversário em campo, quando, reconhecidamente, naquele dia do jogo, está mais fraco, tecnicamente. Chamou-se a isso de FALTAS INTELIGENTES. Parece-me que as três indagações aos amantes do futebol-esporte são o retrato cuspido e escarrado do que acontece hoje em nosso país, afundado num mar de mediocridades intelectuais, sem ética e com comportamentos desviantes, os mais indignos possíveis. O Brasil está sendo governado por uma maioria absoluta de políticos mentirosos, logo o fingimento tornou-se uma fórmula infalível de legitimação das mais torpes falsidades, deteriorando-se o campo de atuação do psicossocial, chegando-se a uma total e profunda inversão de valores. O que são os furtos constantes da dinheirama do INSS, senão o fingimento, a fraude, o estelionato? O que são os presentinhos trocados entre altos funcionários do governo e executivos da iniciativa privada, antes de gordas concorrências públicas, embora haja leis e mais leis que coíbam tal prática? O que são as difamações, os falsos relatórios, os dociês apócrifos, as detratações e tantos outros procedimentos indignos que derrubam a reputação de gente proba? Isso acontece, em campo, na forma de pontapés, sucessivas faltas, caneladas. O que são os empurrões, cotoveladas, quebra-quebra, queima-queima, quebra-paus, ou taca-fogo-em-tudo, puxões de camisas, amassa-amassa, queima-logo, derruba-tudo ou amassa-e-mata-esses-fazendeiros, diretores, pesquisadores, cientistas que não entendem nada, porque nós somos os sem-terra e vivemos muito mal... Minha gente! Observando a votação no portal da Globo vi que muitos ainda são a favor da simulação, da corrupção velada e do anti-futebol. Vergonhosamente, esse esporte imita a vida que se vive hoje no Brasil. Uma pena!

ATÉ A PRÓXIMA




segunda-feira, 27 de outubro de 2008

COMO O RÁDIO E A TELEVISÃO FALAM



Vocês estão lembrados como eram as transmissões dos jogos de futebol pelo rádio e pela televisão? Bem, era muito mais emocionante do que hoje em dia. Vejamos como esses dois veículos de comunicação de massa trabalham, ou melhor, como falam. Ouvir rádio é imaginar como os fatos estão acontecendo. Todas as informações nos atingem por um único canal: a audição. Temos que ficar atentos a tudo, para não perdermos os sinais chaves da emissão. Tudo que é transmitido pelo locutor, no caso o locutor esportivo, exige muita concentração por parte dos ouvintes, que vão recriando sucessivos panoramas acústicos, formando um conjunto imaginário de fatos, que se materializam em sua mente, o mais próximo possível da realidade retratada pelo emissor. O que o locutor apresenta excita o ouvinte e o mergulha num espaço acústico, à semelhança de uma peça teatral que é encenada num palco e que preenche nossos sentidos, não apenas com a visão dos acontecimentos, mas com a plenitude sinestésica de todos eles, uns recorrendo aos outros. Isso acontece nas transmissões radiofônicas, pelo distanciamento entre aquele que fala e aquele que ouve. Hoje, vivemos num espaço pluridimensional de mensagens múltiplas, instantâneas e infindáveis, veiculadas pelos meios eletrônicos de comunicação de massa. Neste ambiente, basicamente no da atuação das mensagens via rádio, de alta saturação, o homem exercita, a toda hora, a sua capacidade de abstrair, tentando separar pelo pensamento o que não está separado no objeto do pensamento. Por está hoje o rádio embutido na vida social moderna, não era vazia de conteúdo a chamada marcante da Rádio Globo, que insistia em anunciar enfaticamente que “o brasileiro não vive sem rádio”. Então, é só observarmos nos campos de futebol muitos torcedores assistindo às partidas com o radinho de pilhas junto ao ouvido, não se satisfazendo somente com o que estão vendo, mas querendo se certificar daquela realidade pela voz superior do oráculo eletrônico dos tempos modernos: o rádio. Assim, a produção radiofônica das transmissões de partidas de futebol torna o ouvinte um súdito dependente, pela mixagem dos sons, e, também, ao mesmo tempo, um repetidor passivo de seus comentários. Portanto, vejam como aumenta a responsabilidade dos profissionais que transmitem e comentam as partidas de futebol, pois se colocam como verdadeiros iluminados da verdade transitada em julgado.
Mas não só o rádio transmite e comenta as partidas de futebol. A televisão também, lá nos estádios, está presente. Ela é um meio frio de comunicação de massa, porque fornece baixa quantidade de informação, pois permite mais participação ao propor somente uma complementação informativa e inclui o receptor na própria mensagem, como um reflexo das ocorrências de suas realidades e experiências cotidianas. No caso das transmissões de jogos de futebol, a televisão mostra o campo de jogo numa telinha minúscula (em relação à realidade) e colorida, tudo já do conhecimento do espectador e a imagem é apresentada como arquétipo do que de melhor existe e impossível de ser melhorado. Por tudo isso e muito mais a falação diminui, diminuindo o ritmo da locução, pois a imagem fala por si só. Pelo poder mágico da televisão, cuja luz vem de dentro do próprio recinto iluminado, onde está o receptor (diferente da sala de projeção cinematográfica), ela atrai todos os olhares para si. Então, entram em cena os recursos eletrônicos e os efeitos sensacionais de engenharia computacional que cativam definitivamente o receptor, identificando-o com a maravilha, tornando-o, também, fantasticamente maravilhoso. Todos os fenômenos advindos dessa tecnologia vão produzir um receptor que multiplicará o que ouve e será o reprodutor dos termos, das expressões e dos conceitos que ouve. Mais uma vez, fica registrada a grande importância dos locutores e comentaristas dos jogos transmitidos pela televisão e o que eles falam repercute muito mais do que imaginam. Portanto, é preciso reformular a maneira de como hoje as emissoras de televisão transmitem seus jogos de futebol. O locutor deixa de se referir às jogadas para tecer comentários sobre estatísticas tolas, que não levam a nada e cansa o telespectador. Ao mesmo tempo o comentarista responsável pela parte técnica da partida não fala muito sobre o que ocorreu o o que está ocorrendo, preferindo divagar sobre outras coisas, num subjetivismo nada interessante. Então, as “fofocas” surgem aos borbotões, irritando aquele “maravilhoso” telespectador, atingido por tecnologias eletrônicas de ponta e por pequeninas bobagens sem pé nem cabeça. Por isso, sou um ferrenho crítico desses profissionais. Mas, também, suavizando o final desses comentários, digo, altaneiro, que eles são os melhores materiais didáticos que tenho para as minhas aulas.


ATÉ A PRÓXIMA.

O BLEFE OU QUE SAUDADE DO JOÃO SALDANHA !


BLEFE é uma forma de enganar o adversário, em um jogo, dentro das regras desse mesmo jogo. O termo migrou dos jogos de carta para todo tipo de jogo, inclusive o futebol. Não se espante aquele que nunca pensou que as origens desse vocábulo estivessem ligadas à cultura lingüística inglesa, pois os ingleses foram os que mais enganaram o mundo na arte da guerra, da política e, principalmente, na forma de conduzir seus mais sofisticados jogos, a começar pelo pôquer. Mas voltando ao blefe nos esportes, principalmente nos coletivos. Observamos que no futebol, além daquele blefe espetacular, aplicado no Maracanã por Wasinhgton, no goleiro Marcos do Palmeiras, há, também, a tão discutida “paradinha” na cobrança do pênalti. Sabemos, perfeitamente, que qualquer forma de ilusão não é bem-vinda, mas que é espetacular, isso é! No vôlei, as falsas cortadas são blefes. O antigo saque “jornada nas estrelas” de Bernard era um blefe, também. No basquete, o drible com a bola passando por trás do corpo do jogador que avança e a menção em lançar a bola à cesta, retendo-a na mão, enganando o jogador adversário, que pula para cortar a sua trajetória, são blefes, da mesma forma. No tênis, esporte que não é coletivo, a jogada curta, com efeito, que leva a bolinha a ficar pertinho da rede, longe do adversário que ficou no fundo da quadra, é um blefe. Os blefes são jogadas espetaculares, por isso haverá sempre aqueles que com elas se admiram e os que as abominarão sempre, dependendo para quem estão torcendo, para quem aplicou o blefe ou para quem foi enganado. A vida é assim, meus caros amigos! Não adianta esses falantes profissionais das mesas-redondas do SporTV, da GloboSAT, se esgoelarem, dizendo as maiores bobagens em seus comentários sobre esse assunto. Dizem esses falantes sem imaginação que o blefe do Washington pode ter sido legal –(porque o competente Renato Marsiglia disse que o lance foi válido) – mas foi imoral e antiesportivo... Não confunda alhos com bugalhos, gente! Não se fazem mais comentaristas como antigamente! Que saudade do João Saldanha!

ATÈ A PRÒXIMA.