PESQUISE NUMA BOA

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ADRIANO I I

Prestem atenção, meus amigos. Um jogador que desponta para o sucesso, com tenra idade, sem escolaridade e cultura geral mínima, isto é, sem saber, por exemplo, o nome da capital do país para onde vai, quase sempre não é orientado por seu procurador, a respeito de como é viver no primeiro mundo, principalmente o europeu. Aliás, os procuradores desses craques-mirins estão interessados nos seus milionários contratos, pois recebem comissões ou algo parecido que engordarão suas poupanças. Assim e aí começam os problemas. Vejam, ainda. Se um desses craques que despertam para o estrelato internacional ganhasse aqui no Brasil, por exemplo, mais ou menos uns quinhentos mil reais por mês, pouco em relação aos dez ou cem mil euros, mas muito dinheiro para aqui viver bem, poderia perfeitamente amadurecer em paz em sua terra natal e ser muito feliz. Acompanhem minha tese a respeito. O cara com quinhentos mil reais de salário, grana que equivaleria a dois apartamentos de dois quartos por mês em Botafogo ou no Flamengo ou ainda, a sete carros de 70 mil reais cada um, bonitos, funcionais, muito bacanas, se sentiria muito bem e satisfeito, tenho certeza. Com toda essa baba preta, não faltariam gatinhas de plantão, em toda zona norte, para desfilarem em seus carrões nacionais e até com eles viajarem para fora do país, em rápidas férias, iniciando com o chek-in nos aeroportos internacionais do nosso amado, idolatrado, salve-salve, viva o Brasil! Se colocassem na poupança da Caixa todo esse dinheirão brasileiro, teriam, mensalmente, uns três mil reais sem fazer nada. Aqui, eles saberiam onde passar seus dias de folga. Leriam em português suas revistinhas de história em quadrinhos, jogariam totó nos hoteis, durante as concentrações, ouviriam rádio e as notícias das emissoras sensacionalistas que só anunciam mortes, assaltos, fofocas e liquidações formidáveis das Casas Bahia. Assistiriam às novelas da Globo, torcendo para os mocinhos e imitariam a moda do vestiário exibida pelos artistas famosos da novela das oito, tudo com muito mais segurança em seus atos do que vocês, leitores, podem imaginar. Continuando. Agora, o que sabem eles de italiano, inglês, francês, alemão, grego, russo ou até castelhano? Nada. Absolutamente nada! Mas, em poucos meses eles não aprenderiam a língua local? Que nada! Aprender uma língua não é perceber somente o significado de algumas palavras. É entender outros tópicos culturais do ambiente circundante em que vivem, pois a língua é apenas um dos vários outros signos culturais de uma sociedade. Aliás, o mais importante. Com o aprendizado de uma língua, toda uma gama cultural, um vasto acervo genérico, completa a formação integral de cada indivíduo. Isso é rápido? Não, repetimos. É demorado e doloroso. Adriano que o diga. Que sentido teve um palácio para esse Imperador do futebol de Roma, adquerido por milhares ou milhões de euros? Sentido nenhum para o jovem e iletrado Adriano, um senhor jogador de futebol, um excelente sujeito, mas um rapaz sem qualquer entendimento a respeito das formas arquitetônicas de seu edifício, de sua magnífica casa, de sua estupenda residência. Será que ele usava e entendia todos os signos semiológicos de sua mansão? Por exemplo, que sentido teria o triclínio na sua grandiosa sala de jantar? E era lá que reunia seus poucos amigos ou convidados. Quase todos os presentes, certamente, teriam poucas informações a respeito e estariam com seus repertórios semiológicos nivelados por baixo. Queremos dizer que, talvez, ninguém que frequentasse seu palácio soubesse o significado daquele móvel romano, colocado na ampla sala por uma competente decoradora, a serviço das melhores grifes da Roma moderna e capitalista. Então (e Parreira confirmou em sua entrevista no programa BEM AMIGOS de Galvão Bueno) Adriano saía da ampla sala e ia para a churrasqueira, fritar lingüiça e bebericar cachaça com limão, açúcar e gelo, brindando a todos e à sua angústia com uma brasileiríssima e plebeia caipirinha.

ATÉ BREVE

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O CASO ADRIANO 1



Uma personalidade pública pode ser apreciada, analisada e comentada pela mídia, desde que se mantenham as normas mais dignas de respeito e consideração. Mas hipóteses e muitas especulações podem surgir, guardando sempre aquelas atitudes de civilidade e bom senso nos comentários. É o caso do jogador da Inter de Milão, Adriano. Nunca vi pessoalmente esse craque do futebol mundial. Tudo isso que falam sobre a sua decisão de deixar momentaneamente o futebol ouvi nos comentários da televisão e li nos jornais das principais capitais do Brasil, principalmente no eixo Rio-São Paulo.
Adriano vem, há muito tempo, tendo um comportamento estranho, no que diz respeito às atitudes de um jogador profissional, com contrato e pagamento em dia. As notícias sempre ocorrem sobre suas atitudes incompatíveis a um profissional bem resolvido com seu clube, com sua torcida, com a Seleção de seu país, com sua Confederação, mas não com sua família e, principalmente, consigo mesmo. Bem, isso ele deixa claro nas entrevistas e sobre essas coisas especula-se muito. Será que ele está ou esteve envolvido com drogas, com a vida luxuriante, com a futilidade dos prazeres mundanos que o dinheiro proporciona no sistema capitalista? Não parece ser isso a causa fundamental de seu comportamento desviante. Mas o que é um comportamento desviante? Seriam as atitudes tomadas por uma pessoa, pressionada pela imposição da sociedade, diferente do que ela, a sociedade, dispõe como normal e certo. A força da norma ataca o ser humano na civilização. Freud tem um excepcional livro, base de muitas das suas principais teorias psicanalíticas, intitulado MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO. A caracterização do neurótico pode ser observada no Capítulo V dessa obra. Seria Adriano um neurótico? Segundo Freud, “O neurótico cria, em seus sintomas, satisfações substitutivas para si, e estas ou lhe causam sofrimento em si próprias, ou se lhe tornam fontes de sofrimento pela criação de dificuldades em seus relacionamentos com o meio ambiente e a sociedade a que pertence”.

Não analisaremos o Adriano como um paciente de divã, não é isso. Vamos tentar sempre apresentar uma explicação para o comportamento desviante desse “cracaço” de bola. Adriano se envolveu como é natural, com belas e esculturais mulheres, dizendo-se, algumas vezes, apaixonado por elas, mas sempre frisando que dificilmente seria compreendido. Por quem? Todos os que lidam ou já lidaram, profissionalmente, com o jogador disseram que ele é meigo, muito dócil, bonzinho, que gosta de todo mundo, de seus amigos, de sua comunidade, das pessoas de um modo geral. Carlos Alberto Parreira disse isso, recentemente, no programa de Galvão Bueno, BEM AMIGOS, da Rede Globo de Televisão.

Agora, voltando ao pai da psicanálise. Freud também faz referência à parte de um dos primeiros mandamentos da fé católica que diz: amará a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Prossegue Freud: “Essa exigência, conhecida em todo o mundo, é, indubitavelmente, mais antiga que o cristianismo que a apresenta como sua reivindicação mais gloriosa... Por que deveremos agir desse modo? Que bem isso nos trará? Acima de tudo, como conseguiremos agir desse modo? Como isso pode ser possível? Meu amor, para mim, é algo de valioso, que eu não devo jogar sem reflexão. A máxima me impõe deveres para cujo cumprimento devo estar preparado e disposto a efetuar sacrifícios. Se amo uma pessoa, ela tem de merecer meu amor de alguma maneira..... Ela merecerá meu amor, se for de tal modo semelhante a mim, em aspectos importantes, que eu me possa amar nela; merecê-lo-á também, se for de tal modo mais perfeita do que eu, que nela eu possa amar meu ideal de meu próprio eu (self)”.

Freud continua, dizendo que se há algum grau de envolvimento, como numa estrutura de parentesco, por exemplo, o amor poderá existir, “mas, se essa pessoa for um estranho para mim e não conseguir atrair-me por um de seus próprios valores, ou por qualquer significação que já possa ter adquirido para a minha vida emocional, me será muito difícil amá-la. E continua: Na verdade, eu estaria errado agindo assim, pois meu amor é valorizado por todos os meus como um sinal de minha preferência por eles, e seria injusto para com eles, colocar um estranho no mesmo plano em que eles estão”.

Adriano pode ser bonzinho, meigo, doce, amável, segundo depoimento de pessoas ligadas ao esporte que com ele conviveram, mas não será sempre assim, no recôndito refúgio de sua solidão. Se ele é bonzinho, pois a sociedade, através de seus porta-vozes assim o disseram, e ele ouviu essas declarações midiáticas, vai querer que assim seja e se confundirá, instaurando-se o conflito em sua precária realidade e ele passará a fingir, fantasiando o real, sintomatizando a neurose.
Bem, por enquanto ficaremos por aqui, mas convido meus leitores amigos para essa discussão que será abrilhantada por um dos maiores intelectuais brasileiros, profundo conhecedor da teoria freudiana-lacaniana em nosso país, o Professor Doutor Antônio Sérgio Lima Mendonça, que apresentará outros comentários sobre esse instigante tema: o comportamento social do craque Adriano, do Internationale de Milão e da Seleção Brasileira de Futebol.

ATÉ A PRÓXIMA


terça-feira, 7 de abril de 2009

ROMÁRIO E AS GALINHAS


E aí, Romário? Essa condenação de R$ 30 mil até que serviu para dar uma ajudinha de páscoa ao torcedor tricolor... Foi muito engraçada aquela confusão, creio, há uns seis anos atrás! Agora, Romário, é pagar e deixar a notícia da sua condenação correr as redações dos jornais e ser pautada pelas emissoras de rádio e Tv de todo o Brasil. Mas, no fundo, no fundo, Romário, nunca um símbolo tão aviltado como a galinha – coitada – atingiu a glória do noticiário esportivo, como nessa manhã de 7 de abril de 2009, chegando mesmo a suplantar o seu par, o galo, outro bicho que ocupa lugar de destaque na camisa da seleção de futebol da França, este muito mais digno, considerado animal emblemático desde os tempos dos gauleses.

ATÉ BREVE

segunda-feira, 16 de março de 2009

QUEREMOS RESPOSTAS

Assim começam as Construções do Povo, sem acompanhamento adequado, em breve mais uma favela em Xerém e a culpa não é do FLUMINENSE.





MPF PROCESSA FLUMINENSE POR DEVASTAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA EM XERÉM.





O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro moveu uma ação contra o Fluminense por cortar árvores e usar fogo em vegetação de Mata Atlântica, sem licença ambiental, nas obras do campo de treinamento de Xerém, no entorno da Reserva Biológica do Tinguá (Duque de Caxias). De acordo com a Procuradoria, em setembro de 2007, o Ibama notificou o clube e fez laudo situando a degradação dentro do raio de atividades que afeta a reserva. Em liminar, o MPF quer que o Fluminense restaure as áreas degradadas, plantando mudas de espécies nativas compradas pelo réu sob orientação do Instituto Chico Mendes. O procurador Renato Machado, autor da ação civil pública, quer ainda que o clube previna incêndios e outros sinistros que causem danos ambientais e submeta previamente à autorização da Reserva do Tinguá todas as obras, cortes e alterações na vegetação local. Segundo a ação, a Reserva do Tinguá e seu retorno devem ser fiscalizados e administrados pelo Instituto Chico Mendes. Uma vez constatada a supressão de mata nativa, sem a autorização da Feema e do Instituto Chico Mendes, o Fluminense deveria ter reparado os danos ambientais. “Mesmo que o clube fosse autorizado a exercer sua atividade naquele local e fosse permitida a devastação, a Lei 11.428/06 condiciona esses casos a uma compensação ambiental, que impõe ao agressor a obrigação de destinar uma área equivalente à extensão degradada, com as mesmas características ecológicas e na mesma bacia hidrográfica”, diz o procurador Renato Machado. A ação tramita na 3ª Vara Federal de São João de Meriti. Segunda-feira, 16 de março de 2009

AGORA, O QUE O MPF FAZ CONTRA AS GANGUES QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA ? O QUE O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE FAZ CONTRA OS MADEREIROS QUE DESTROEM AS MATAS DE NOSSA AMAZÔNIA ? O QUE O IBAMA FAZ CONTRA OS CRIADORES DE BOI QUE DERRUBAM A FLORESTA AMAZÔNICA ? O QUE SE FAZ CONTRA A CORRUPÇÃO QUE PREDOMINA EM TODA A REGIÃO AMAZÔNICA ?
ESSAS PERGUNTAS TÊM DE SER RESPONDIDAS E DIVULGADAS TAMBÉM COMO NOTÍCIA.


O QUE O MP DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO FAZ PARA CONTER A DEVASTAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA DA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, NA FLORESTA DA TIJUCA ? O PODER PÚBLICO FAZ VISTA GROSSA AO AVANÇO DAS FAVELAS NAS MATAS DA TIJUCA E ENTORNO.



ESSAS PERGUNTAS TAMBÉM TÊM DE SER RESPONDIDAS E DIVULGADAS COMO NOTÍCIA.


ÊTA PAISINHO COMPLICADO!



QUEREMOS É RESPOSTAS NA MÍDIA. COM A PALAVRA AS AUTORIDADES, NOS JORNAIS, NAS RÁDIOS E NA TV.



ATÉ A PRÓXIMA

É CHEIRO DE PÓ-DE-ARROZ NO AR

Não pude ir ao Maracanã para assistir ao jogo de estreia do atacante Fred. Perdi um jogo emocionante, não pelos lances do primeiro tempo, pois foi de dar uma ansiedade danada, a que, por sinal, nós, tricolores, já estamos até acostumados. Mas a emoção estava reservada para o segundo tempo, quando o Flu atacou em massa, estando a ponto de empatar a qualquer hora, o que aconteceu com Fred, um jogador predestinado a ser artilheiro e a conquistas épicas, como diria Nelson Rodrigues. Agora o Fluminense repôs o centro-avante que faltava, desde a saída de Washington para o São Paulo. Assisti a tudo pela televisão, mas sinto que perdi a grande oportunidade de respirar a brisa que soprou sobre a Cidade Maravilhosa, deixando no ar um cheiro de pó-de-arroz, para comemorar mais um campeonato carioca...
Avante, TRICOLOR! Avante, Fred! Avante Parreira!
ATÉ A PRÓXIMA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

É SÓ APLAUSO


No diário “LANCE” o Sr. Ricardo Teixeira (segundo Juca Kfouri) disse que a cidade que vaiar a Seleção Brasileira de Futebol não receberá mais seus jogos.

Ora, Sr. Ricado, quem paga ingresso para um espetáculo de futebol tem o direito de aplaudir ou vaiar. Tudo com civilidade. Agora, a Seleção de Futebol do Brasil só é a “Pátria de Chuteiras”, para quem lê o latente e comunga com a estética nelsonrodrigueana, articulando o poético e recriando o imaginário. Mas, isso não vale para o povão ignorante, ou melhor, para esse pobre povo desdentado, analfabeto, desnutrido, mal-educado, sem escolaridade, bagunceiro, com pouquíssimas informações, assistido por programas governamentais demagógicos, mas eleitores, sim senhor..., pois vaiar faz parte de seu repertório, quando percebe que não foi para ver uma porcaria de jogo que ele pagou! Mas, ainda, se formos analisar o futebol como diversão, à la império romano, aí mesmo é que o Sr. Ricardo Teixeira não tem nenhuma razão, pois o povo brasileiro, como o povo romano, tendo atingido após tantas glórias ("como nunca se viu na história desse país"), a mais torpe abjeção, só uma coisa pode e deve exigir: "panem et circenses", com muito barulho vaias, gritos e outras "coisitas" mais, tanto nos estádios de futebol, como em Brasília ou, ainda e principalmente, no Castelo desse Deputado Federal Mineiro sem vergonha, Corregedor, Edmar Moreira.
UMA VERGONHA, MEU POVO! ACORDEM BRASILEIROS!!!!!!!!!!!!!




ATÉ A PRÓXIMA