PESQUISE NUMA BOA

domingo, 13 de maio de 2012

F L U M I N E N S E CAMPEÃO CARIOCA DE 2012



F L U M I N E N S E campeão  carioca de 2012.


Seu hino, na voz saudosa de Tim Maia.

É de arrepiar, torcida tricolor.

Parabéns aos dedicados e valentes atletas comandados por Abel Braga.

Acessem e cantem a canção da vitória.

http://www.youtube.com/watch?v=OWDk2XO5yho

Nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,Nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense,nense, nense, nense, nense, nense, nense, nense.


ATÉ A PRÓXIMA



domingo, 6 de maio de 2012

É MELHOR FICAR QUIETO

Nunca vi gente mais chata do que os comentaristas de jogos de futebol, principalmente os da Televisão. A  Rede SPORTV  NEWS é a campeã em irritação, com um tal de Paulo César Vasconcelos que fala quase o tempo todo. SR. Paulo,  ninguém está interessado em suas opiniões. Ganhe a vida com seus comentários em programas próprios para isso, e não nas transmissões dos jogos ao vivo. Queremos torcer, cada um para seu time, e tirarmos, nós mesmos, as nossas conclusões. É melhor a produção do SPORTV e  do PAY-PER-VIEW botar sua turma para repensar a atual formatação, pois eu já dei um FUI no áudio e já sintonizei a Rádio TUPI.

ATÉ A PRÓXIMA

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

QUE CARA INTELIGENTE E LINDO !





Muricy vai ficar sem emprego brevemente, pois está superado. Sua filosofia (?) de jogo já era. Esse cara é mais arrogante do que se pensava. Dizer que "espetáculo só há em teatro" ou "quem quiser ver espetáculo vá ao teatro" foi a gota d'água. Aliás, Muricy, qual foi a última vez que você foi ao teatro para assistir a uma peça? Agora eu vou ver novamente a goleada do Barcelona sobre o seu time que tem uma excelente estrutura para se trabalhar, lembra? Vou me divertir muito vendo um belíssimo espetáculo, sem precisar ir ao teatro. Depois das festas natalinas pretendo assistir à comédia Três Homens Baixos. Não é brincadeira, não, Muricy. Sei que você poderia estar pensando ainda nos três baixinhos que infernizaram o Santos: Iniesta, Messi e Xavi. Mas não é nada disso. Trata-se da peça encenada pelos atores Francisco Cuoco, Anselmo Vasconcelos e Orlando Vieira ao palco do Teatro Jaraguá, localizado dentro do Novotel Jaraguá, na Rua Martins Fontes, 71, Bela Vista, São Paulo. A comédia de costumes sobre as facetas do universo masculino, revelada a partir do ponto de vista dos personagens Ciro (professor universitário), Samuca (banqueiro de jogo do bicho) e Titi (publicitário clichê). Bem que poderia ser pelos craques do Barcelona também. Mas aí a coisa é outra.





Por falar em teatro, o Brasil está de luto com a morte do fabuloso Sérgio Brito.










ATÉ A PRÓXIMA

domingo, 18 de dezembro de 2011

SOU CAMPEÃO MORAL, PORQUE NÃO DEIXARAM MEU TIME JOGAR





E ele falou:

Pois é! O Rio de Janeiro com suas praias de mar aberto, como a Barra da Tijuca, o Recreio dos Bandeirantes e a Prainha, por exemplo, são horrorosas. Bom mesmo são as praias de Santos, com seu mar azul e areia branquinha e um visual incrível, com as silhuetas dos navios do porto, na linha do horizonte... Praia de areia dura é outra coisa... Maravilha! Isso é que é lugar para se viver e treinar um time de futebol... Lá, eu tenho uma estrutura muito melhor do que os times europeus. Não é essa porcaria daqui das Laranjeiras, sem nenhum conforto, uma porcaria só. Vou sair do Rio de Janeiro e vou para São Paulo, treina o Santos, pois com esse time competitivo vou ser campeão das Américas e do mundo. Vou me preparar para ser é campeão do mundo. Com esse timinho tricolor não vai dar. Uma banana pra essa gentinha! Vou é me mandar pra "sumpaulo" e ser Campeão, pois eu serei o maior do Mundo!!!!!



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ATÉ A PRÓXIMA

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CUIDADO ! ESTAMOS CHEGANDO...







O tempo passa e os dias vão transformando em paz o que era briga e irritação...





Fred falou a verdade e os deuses o favoreceram.






Agora, se aquele técnico esquisito, que não gosta das praias do Rio de Janeiro e odeia o sol dos cariocas, não tivesse feito aquele papelão com o FLUMINENSE (com o Clube e com a torcida tricolor, não com os jogadores), deixando-o acéfalo, a esperar uma eternidade pelo Abel, nós hoje terímamos 96% de chance para sermos bi-campeões.




Mas os 4% que nos restam apavorarão os nossos adversários, de tal maneira que todos tombarão exangues pelo caminho e a multidão ficará emocionadíssima com a nossa chegada ao topo derradeiro desse Campeonato Brasileiro de 2011, pois somos time de guerreiros e de chegada.





Quem viver, verá.





Só resta, agora, ao Muruci Ramalho tomar um "baile" do Barcelona e voltar pedantemente para as praias de Santos que devem ter as águas mais azuis do que as da Barra da Tijuca, no mínimo...





ATÉ A PRÓXIMA

sábado, 6 de agosto de 2011

TIRE ESSA CAMISA OU FALE A VERDADE




Na sua segunda entrevista, Sr. Fred, você demonstrou nitidamente que está querendo um pretexto para não jogar mais no Fluminense. Se você fosse de um outro clube qualquer do Rio de Janeiro, poderia dizer essas besteiras sobre sequestro, perseguição e outras bobagens que até poderia ter algum torcedor que acreditasse. Mas com a torcida do Fluminense é bem diferente. AQUI NÃO TEM NENHUMA BESTA QUADRADA, NÃO!




Todos nós estamos entendendo a sua jogada. Aliás péssima jogada, Sr. Fred. Isso não se faz impunemente, viu? Eu se fosse da Diretoria das Laranjeiras deixaria o senhor no banco até vencer o seu contrato.




Seja franco e honesto, seu flamenguista enrrustido. Aliás, o Emerson Sheique já havia dito que o senhor cantou o hino do Flamengo na concentração.




Caia fora ou dê uma desculpa convincente.




Honre essa camisa tricolor e dê uma explicação certinha e com pé e cabeça para essa tal de perseguição de torcedores.




Por que você não quer jogar nesse domingo, dia 14 ? Seleção? Os outros convocados vão jogar e sua historinha já não ilude mais nenhum torcedor tricolor.




Resolva-se, cidadão, pois o que você só sabe fazer na vida é jogar bola. Pense nisso!








ATÉ A PRÓXIMA

FRED, SEJA CLARO, RAPAZ!






Fred, diga claramente se você fica no FLU ou se vai para algum outro clube.
Seja claro!
Esse negócio já está ficando chato demais! Isso não aconteceu com o Conca, que saiu como verdadeiro ídolo. Nenhuma queixa. Nenhum reparo.
Agora, só depende de você, Fred, para ocupar seu lugar de destaque na galeria dos grandes craques tricolores das Laranjeiras.
Diga logo, Fred!

FICA OU SAI ?



ATÉ A PRÓXIMA

domingo, 17 de julho de 2011

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DO FUTEBOL DESSE PAÍS...

O futebol da Seleção Brasileira é uma balela. Trata-se de um futebol para todos da CBF ganhar dinheiro. Muito dinheiro. Para que a convocação desses jogadores estrangeiros que nunca jogam juntos? Para que convocar jogadores que atuam no Brasil e também nunca jogaram juntos? Sempre soube que futebol é conjunto. É só convocar o melhor time do Brasil na atualidade, dá-lhe a camisa amarelinha e sair para o abraço. Por que Mano Meneses não convocou o Corinthians? Ganharia tudo. Dava uma lambada no Paraguai e traria o caneco para cá. Agora, convocar jogadores e mais jogadores, tirando dos times que disputam o Campeonato Brasileiro os melhorezinhos, pois não me digam que o Fred, por exemplo, estava em forma no Fluminense. E assim por diante. E aquele cara desconhecido, do qual nem me lembro o nome, que foi escalado no primeiro jogo dessa Copa América? Veio de onde? Agora, se o Brasil tivesse a sorte deslavada de ser campeão, em quanto estaria valorizado o seu passe? E quem ganharia com isso. Eu é que não ganharia nada, mas os homens da CBF, juro que não ficariam zangadinhos... Parem com isso, senhores dirigentes da CBF! Uma Seleção Brasileira ser eliminada nos pênaltis, perdendo 4 pênaltis seguidos. Que horror! Nunca antes na história desse país isso aconteceu, não é mesmo Seu Lula "curintianu"! O povo brasileiro pode ser analfabeto em sua grande maioria, péssimo eleitor, esquecido, sem memória, bronco, sem força para se indignar com as constantes patifarias sofridas e os assaltos a seu bolso etc etc etc, mas não é burro! Burro, não! Burro, não! Pelo menos conhece futebol. Conhece futebol como esporte lúdico, honesto e decente. E sabe que futebol é conjunto. Mas desconhece esse tal de "foot-baal business" em que nosso jogo de bola se transformou pela ganância de seus dirigentes de meia tigela e virou um grande negócio. Negócio da China. Aliás, para onde foi o Conca? Para a China, não é mesmo?


Bem, a favor desses dirigentes descarados de nosso mais representativo esporte de massas, pode-se dizer que é melhor ganhar dinheiro fácil e mais ou menos desonesto - poderia dizer mais ou menos honesto - seria a mesma coisa, do que roubar os cofres públicos como essas pústulas de políticos sem vergonha que ocupam cargos importantes em nossa triste e esfarrapada República estão fazendo e esfregam as mãos de contentamento com as marmeladas preparadas para a próxima Copa do Mundo, batendo já em nossas portas.


(Foto: google.com.br)


ATÉ A PRÓXIMA


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CAMPEONATO CARIOCA ? ONDE ? QUANDO ? COMO ?


Sou do tempo em que o campeonato carioca era de cariocas mesmo. Quer dizer, os times que disputavam o campeonato eram da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Menos um, o Canto do Rio, que era de Niterói. O campeonato era por pontos corridos e os jornais da época, nas seções de esportes davam a colocação, sempre nas segundas-feiras, com alegorias criativas, como corrida de automóveis, chamadas de baratinha, ou em engraçadas figuras, representando os times, subindo num pau de sebo. Carioca torcia para carioca. Os times de primeira linha, evidentemente, tinham as maiores torcidas que enchiam os estádios da Gávea, das Laranjeiras, do Botafogo da rua General Severiano, do Vasco da Gama, o time da colina de São Januário, do Olaria, do Bangu, em Moça Bonita, quentíssimo subúrbio da Central, do Bonsucesso, do América, em Campos Sales, do São Cristóvão, onde nasceu o fenômeno Ronaldinho, do Madureira da rua Conselheiro Galvão, num senhor bairro, onde ferve um comércio fabuloso. Um pouco mais recente, o Campo Grande, representante da zona oeste do Rio, e a Portuguesa, localizada nos descampados dos ventos uivantes da Ilha do Governador, também compuseram esse conglomerado de times, o que fazia do campeonato carioca o mais glamoroso, pois todos eles eram da mesma cidade, da Cidade Maravilhosa. Menos o Canto do Rio, como dissemos, de cujo bairro niteroiense se descortina a mais espetacular vista do Rio de Janeiro, emoldurado pela Baía da Guanabara. Um show! Não sou do tempo do Andaraí, mas sei que em seu estádio, naquele bairro entre Vila Isabel e Grajaú, que já foi do América e hoje abriga um Shopping esquisitíssimo, já houve memoráveis partidas de futebol. Foi lá que jogou, por aquele Andaraí Atlético Clube, o famoso Dondon, que até virou música de autoria de Nei Lopes, interpretada por Zeca pagodinho e depois por Dudu Nobre.

Portanto, tenho uma opinião formada sobre o campeonato regional do Rio de Janeiro. Os times grandes e os pequenos, que ainda existem, com sede na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, que têm tradição na disputa de campeonatos desde os tempos pré-cabralianos, disputariam um campeonato por pontos corridos ou de qualquer outra forma, desde que se descubra uma agenda para isso. Se não tiverem, o Secretário de Esportes do Rio, juntamente com o Prefeito e a CBF arranjariam um jeito em prol da volta de tudo aquilo que encheu de encanto e poesia o campeonato de futebol da nossa maravilhosa cidade.

Paralelamente os clubes das cidades do interior disputariam um campeonato nos mesmos moldes. Capital é capital e interior é interior, sem nenhum resquício de superioridade sócio-cultural, mas em favor da crua realidade. O campeão da Cidade do Rio de Janeiro (Campeão CARIOCA) jogaria com o campeão do interior do Estado do Rio de Janeiro (Campeão Fluminense - sem trocadilho). Aí sim, seria conhecido o campeão ESTADUAL. Campeão CARIOCA é uma coisa. Campeão ESTADUAL FLUMINENSE é outra coisa. Nada de Taça Guanabara e de Taça Rio. Isso não diz nada, nada acrescenta à crônica...
Veja em São Paulo. O campeão do Estado se chama CAMPEÃO PAULISTA e não CAMPEÃO PAULISTANO. Lá, em São Paulo, do campeonato Estadual participam clubes da capital e do interior. Daí, campeão PAULISTA. Mas São Paulo é outra coisa, ô mêo!


ATÉ A PRÓXIMA

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

AS MARCHINHAS CARNAVALESCAS VÃO VOLTAR ?


Estou postando nesse BLOG mais dedicado aos temas dos esportes de massa, basicamente o futebol, porque no BLOG DO PROFESSOR estão sendo postados os textos dedicados à memória do Professor Leodegário A. de Azevedo Filho, falecido no dia 30 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro.
Assim, este texto sobre as marchinhas de carnaval será publicado também, oportunamaente no BLOG DO PROFESSOR .


“Tanto riso, oh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão...

Será que ainda existem arlequins e colombinas ? Não há mais bailes de carnaval ! A Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro mudou. O Brasil mudou. O mundo mudou. Nós mudamos. A folia de carnaval combinava com o romantismo do pecado, escamoteado em rápidos agarramentos, beijinho no pescoço, alguns até na boca e mãos alisando os seios pela metade. Isso mesmo, só a parte de cima. Apalpá-los totalmente só na terça-feira gorda. Hoje, as cenas da Casa Mais Vigiada do Brasil, que repetem as orgias das casas de prostituição da Rua Alice, dos idos dos anos 40, com muito mais profissionalismo, não despertam em ninguém nenhuma sensação de desejo. Vulgarizou geral. As investidas da rapaziada nos blocos de sujo para cima das meninas deixaram de ter motivação. Consegue-se tudo isso a qualquer momento, com qualquer parceira, em nome de uma modernidade luxuriosa, presente em todas as casas que tenham um aparelho de televisão ligado na Rede Globo, ufanisticamente aplaudida por um povinho sem cultura nenhuma e com um gosto musical, esteticamente castrado, fã ardoroso de um grande animador, dublê de literato, apresentador desse programa chamado, só para disfarçar, de jogo de relacionamento social.

Nos carnavais de antigamente uma libidinagem bem acanhada e o proibido mesmo alimentavam a fantasia do desejo, explodindo toda a manifestação sensual reprimida na verbalização das marchinhas carnavalescas, com suas letras quase sempre falando da paixão carnal, da dor de cotovelo, do amor não correspondido, tudo com metáforas poéticas, sem vocábulos chulos e muito duplo sentido, um resquício de recato, para não falar vergonha, que desapareceu totalmente nos dias de hoje. Os temas recorrentes a assuntos que agora poderíamos chamar de politicamente incorretos, ou de socialmente degradados, como, por exemplo, a famosa Cabeleira dos inúmeros Zezés, que andam por aí, eram retratados metaforicamente, com recato e duplo sentido, diluindo o referencial numa linguagem figurada bem arrumada, induzida e bem produzida. Isso mesmo, com RIMA !

Também era muito comum nas letras das marchinhas de carnaval a crítica política, explicitada através do humor como riso. As "maracutaias" dos políticos da época surgiam espirituosamente nas músicas carnavalescas, sempre com retumbante sucesso, como se o desvio social do homem público fosse alguma coisa para se achar graça... Mas era assim mesmo e creio que a coisa ainda não mudou. Quanto aos desmandos e às roubalheiras dos políticos atuais, parece que nisso ninguém mais acha graça, não. Mas muita gente deixa como está, porque pior não pode ficar, não é Deputado Tiririca? Esses desvios não têm mais graça nenhuma e, agora, não seria tema de nenhuma música carnavalesca, pensamos nós. A censura dos anos 40 e 50 ainda despertava a vontade de se criticar o “status quo”. Parece que hoje, isso não funcionaria. Está ocorrendo uma tentativa para reviver as marchinhas de carnaval, mas a divulgação das músicas vencedoras nos concursos promovidos pela TV Globo, no FANTÁSTICO, aos domingos, não são muito divulgadas pelo rádio, como antigamente. E as Organizações Globo sabem que "o brasileiro não vive sem rádio"! Aliás, o Rádio também mudou. Não se faz mais uma PRE-8, Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, como antigamente! No interior do Brasil as emissoras de rádio só tocam música da pior qualidade. E quem ouve? Gente de uma sensibilidade também muito questionável. Realmente, os tempos mudaram, mas a música, erudita ou popular, e a poesia construída com nosso idioma sempre terão um lugar de destaque na vida artística de todos aqueles que cultuam a arte e trabalham com a estética do belo.

Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão”.
(Zé Keti)

ATÉ A PRÓXIMA

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

AS FOGOSAS AVENTURAS DE J. FERREIRA


Estou postando nesse BLOG mais dedicado aos temas dos esportes de massa, basicamente o futebol, porque no BLOG DO PROFESSOR estão sendo postados os textos dedicados à memória do Professor Leodegário A. de Azevedo Filho, falecido no último domingo, dia 30 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro.


Assim, esta RECENSÃO sobre o livro de Maurício Murad, AS FOGOSAS AVENTURAS DE J. FERREIRA, será publicada também, oportunamaente no BLOG DO PROFESSOR .

RECENSÃO

Editora 7 Letras, RJ, 2008.128 páginas.

AS FOGOSAS AVENTURAS DE J. FERREIRA é um romance de Maurício Murad que pretende ser uma fábula, com resquícios literários machadianos e que fala da vida, do amor e dos percalços por que passa um casal da classe média de nossos dias. Uma doença degenerativa, o Mal de Alzheimer, ceifa a vida do personagem central. A narrativa se torna densa. Ceifa a vida, mas não o prazer do texto, como diria Roland Barthes. O Autor mistura suas experiências de vida com um imaginário relacionamento familiar. Nos seus dez capítulos, o livro nos apresenta a progressão de um envolvimento bem articulado do narrador com o personagem central, João Ferreira, tratado referencialmente como J. Ferreira. Cada capítulo recebe um nome, significativamente retirado da história do texto desenvolvido.
O livro apresenta uma DEDICATÓRIA poética, referindo-se a três personagens chaves, onde a poesia já contracena com as duras vicissitudes da vida, prenúncio da morte, suavizada por uma narrativa eminentemente conotativa, escamoteando o triste desfecho da história. Assim, a partir desse primeiro contato com o romance, a metáfora do riso surgirá principalmente no primeiro capítulo, contrastando sempre, por antítese, com a tristeza da morte. E o primeiro capítulo funciona como uma introdução, apresentando o personagem Jota, através do discurso indireto livre e uma fala direta propositadamente dirigida ao leitor, que se excita e por isso se seduz com um discurso que lembra a técnica machadiana, fazendo do leitor seu cúmplice e parceiro.
Os recursos estilísticos utilizados por Maurício Murad são inúmeros e variam da metáfora ao estranhamento. Das sinestesias às hipálages, as mais variadas.
Olhei, meio porque não estava fazendo nada mesmo, e porque fui induzido a olhar para a frase que insistente serpenteava o tempo e ondulava o espaço”.
Com erudição, trabalha com maestria a grande característica do protagonista Jota, a sua simpatia e o seu riso, para quem, talvez, a vida poderia ser vista como uma grande comédia, rindo com todo o corpo, “menos com a boca”, região do corpo humano em que se especializou profissionalmente, como dentista. E no bloco praticamente da apresentação do personagem central, com uma sutil e bem colocada ironia, percorre inúmeras veredas do conhecimento, como na apresentação do bordão criado por J.Ferreira, o calor de bode. E as citações latinas surgem sem agredir o leitor, como a clássica sentença romana, “asinus ad liram”. De Santeui recolhe a máxima latina "ridendo mores castigat". E continua como crítico do cotidiano a colocar o dedo sobre as mazelas da vida social:
Crime pior do que assaltar um banco é fundar um banco”.
A leitura da vida se faz pelas palavras e seus significados primeiros.
Apesar da idade avançada e o jeito lento, tinha um aperto de mão cheio de personalidade e presença, dava pra sentir e eu senti o seu vigor. Fogoso, claro, fogoso! Tudo nele era fogoso. Todas as aventuras dele eram fogosas e fogosas não no sentido comum do termo. Marketing apelativo de um erotismo barato e diário, não, mas fogosas como fogo e fogo como energia, como vida, com alma, desse jeito mesmo como entendiam os gregos e sua mitológica mitologia”.

Serve-se de termos e frases latinas demonstrando erudição sem a pompa discursiva do academicismo, privilegiando a diacronia sobre a sincronia vocabular. E isso ocorre sempre que pretende teorizar.
Maurício Murad trabalha com o intertexto e sabe dosá-lo, sem ser ostensivo, colocando o saber no lugar certo, onde ele deve ser colocado, compondo o enredo, com exatidão, sem pernosticidade.

Ai, que saudades eu tenho, da aurora de minha vida, da minha infância querida, dos tempos que não voltam mais”.
O poético e a poesia em As fogosas aventuras de J. Ferreira surgem, muitas vezes, pela tentativa de uma teorização crítico-literária (“a poesia não é de quem a faz, mas de quem dela necessita”) e por alternância sintagmática em quiasma (“...e simultaneamente chorou e sorriu, sorriu e chorou”). Essa combinação de artifícios estéticos e lingüísticos imprime ao texto de Maurício Murad um estilo próprio, colocando seu discurso numa posição de significativo destaque na literatura brasileira atual. E com essa técnica narrativa apurada, o romance flui através do discurso indireto livre, o que posiciona o leitor no tempo subjetivo da narrativa. Nesse tempo proposto pelo autor, quase sempre, os diálogos surgem sem possibilidade de um feed-back, mas têm poder de captar a nossa atenção, evitando a dispersão. Diálogo proposto, monólogo exposto.
Ao retornar já tinha um plano completo para mim, que nunca revelou... para mim. Soube tempos depois, certa feita, num desses encontros em que caminhávamos pelo calçadão, soube por Jota que estava bravo com Analu, porque ela agora deu para inventar que eu estou esquecendo as mínimas coisas e não é verdade, eu lembro de muitas e muitas coisas, mesmo quando antigas”.

A narrativa do romance oscila sempre entre o autor onisciente e seu contraponto, J. Ferreira. É uma conversa com o leitor, para tentar chegar à degeneração física da personagem, praticamente biografada, no último capítulo, mas sempre com atenuantes minimizadoras da terrível realidade, o Mal de Alzheimer. Os textos se aproximam de um relatório amenizados por passagens poéticas (“Assim aspiro, assim espero”).

O caminho que se avizinhava era tortuoso e imprescritível. Nesse tipo de morada, as ruínas humanas eram vistas a olho nu. O nosso Jota havia chegado a um ponto onde os limites da existência se apresentavam duros e cruéis, acotovelando-se impiedosamente ao redor da pessoa. Eu era sabedor que essas baixas camadas da vida lá estaria pra nos receber”.

Finalmente, a personagem J. Ferreira fala pela narrativa onisciente do autor e uma das atenuantes acima referidas pode se encontrar no próprio título do último capítulo: PRIMEIRO DE ABRIL É UMA BOA DATA. Lá, até as metáforas, indicadoras do predomínio da conotação sobre a denotação são mais fortes, pesadas, mas aliviam a tensão que domina o texto final, impregnado pelo intertexto machadiano, onde o poético dilui o trágico.


ATÉ A PRÓXIMA

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

AINDA O CASO NEYMAR




O ex-jogador Caio, agora comentarista de futebol do SporTV, da Rede Globo, disse ontem e repetiu hoje que preferia que Neymar pagasse multa a que cumprisse suspensão de alguns jogos, pois os torcedores e o Clube é que seriam penalizados. Deixar qualquer um falar sobre importantes assuntos que transcendem o repertório redundante de jovens comentaristas esportivos pode ser fatal para a credibilidade da emissora, mesmo se sabendo que a liberdade de expressão é cláusula pétrea no exercício do jornalismo em todas as áreas. Mas no caso de Neymar, o atual comentarista, Caio, ainda não percebeu, pois não tem formação pedagógica, que a atitude do jogador do Santos Futebol Clube foi de rebeldia contra seu técnico (seu superior na relação empregado-empregador) e de falta de civilidade e companheirismo, elementos imprescindíveis para a formação integral de um adolescente que irá lidar com a fama e já está lidando com a fortuna. Ora, Caio é a favor do pagamento somente de multa, mas, para Neymar isso nada significaria, pois ele ganha muito e qualquer desfalque em seu salário seria insignificante e nada representaria. Não seria traduzido como forma de uma punição. Não estamos defendendo gratuitamente o sistema de crime e castigo, mas se o ex-jogador de futebol e atual comentarista do SporTV tivesse estudado um pouco de Psicologia Educacional, entenderia o que aconteceu com Neymar, identificando sua atitude com o "corredor russo" da obra de Dostoievsk, onde o conceito de trabalho forçado está relacionado com o de prazer lúdico. Se Caio não sabe nada sobre isso, nós não podemos deixar de comentar a posição desse jovem comentarista, pois o rapaz fala bem e é inteligente, com futuro na área jornalística. Quando observamos uma opinião controversa, devemos tentar, pelo menos, mostrar outras veredas para abordarmos o tema gestalticamente. Acontecendo casos assim, no futebol, é dever de qualquer comentarista justificar sua opinião, principalmente quando envolve desdobramentos que estão fora de sua área de conhecimento. Pela lógica do comentarista Caio, bem que o goleiro Bruno do Flamengo poderia pagar uma multa de, talvez, alguns milhões de reais à Justiça e ficar longe da cadeia, para regalo da vista de milhares de torcedores, amantes do bom futebol.

ATÉ A PRÓXIMA

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

FALTA EDUCAÇÃO E SOBRA GRANA, MUITA GRANA

Neymar teve um comportamento, no meio e no fim da sua última atividade de trabalho, não muito diferente daquele que inúmeros adolescentes praticam nas escolas públicas brasileiras que freqüentam. Xingou colegas e dirigentes e bateu boca com todo mundo, num linguajar pobre e chulo. Isso é muito comum nas escolas das periferias das grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo. Esses jovens sem nenhuma ou quase nenhuma educação formal, vivendo em comunidades muito deterioradas quanto aos mais comezinhos princípios de respeito ao próximo, órfãos de todos os atributos pertinentes à cidadania, não chegam a absorver quase nada do que lhes é passado pelos abnegados professores dos primeiros níveis da educação de base. Enriquecem rapidamente no futebol, graças a um talento intuitivo no trato da bola, mas continuam sem nenhum sinal de transformação no seu comportamento, mesmo assistindo a umas aulinhas aqui e ali, de vez em quando. Suas famílias dependem totalmente desses meninos e tentam preservar a qualquer custo essa pedra preciosa ainda bruta, sem deixar ninguém burilá-los, pensando que o esmeril irá machucá-los. Em São Paulo os alunos ainda passam de ano automaticamente. Um absurdo. Eles ficam quatro horas na escola e vinte na rua, quase sempre extensão de suas casas. Aprendizagem, que é bom, não pode ocorrer nessas circunstâncias. E por muitos outros motivos, a educação faliu no Brasil. Pode se lembrar, caro leitor, do poeta, pois tudo isso seria uma rima, não seria uma solução!
Dizem que Neymar já tem 18 anos, não é? Então, tem título de eleitor e pode votar para eleger um Presidente da República, não é? Se matar alguém vai para cadeia comum, pois não é mais "di menor", não é? Já pode ter conta em banco e pode casar, ter filhos, separar, pagar pensão, não é? Mas Neymar ganha mais do que seus patrões todos. Nenhum diretor do Santos Futebol Clube ganha o que esse menino com cara e atitude de moleque ganha, não é? Então, senhores jornalistas, comentaristas, formadores de opinião esportiva, não adianta falar mais nada. Não adianta entrevistar nenhum diretor do Santos Futebol Clube para pedir explicações sobre a punição, não do jogador mal-educado, mas sim de seu técnico, que teve um lampejo educativo, propondo a sua suspensão por tempo indeterminado, pois qualquer multa em seu salário seria ridículo. Não representaria nada. O infrator ganha muito, muita grana, mesmo! O Clube investiu muito dinheiro nesse negócio chamado Neymar, que virou coisa, papel-moeda e está virando celebridade entre a meninada, entre seus equivalentes e seus amiguinhos mais chegados. Tomara que não atinja o topo do Podium alcançado pelo seu ex-colega do Flamengo...



ATÉ A PRÓXIMA

terça-feira, 27 de julho de 2010

T R I V E L A

O termo TRIVELA pertence à linguagem especial do futebol. É de uso corrente entre os narradores das partidas transmitidas tanto pelo rádio como pela televisão. Os articulistas de jornais e revistas também o usam. Portanto, esse termo pertence ao vocabulário ativo da linguagem futebolística, mas não é produtivo, isto é, com ele não se formam termos cognatos. São comuns expressões como: “Deu de trivela”; “Foi de trivela”; “Jogou ou lançou a bola de trivela”. Sempre a expressão DE TRIVELA é apresentada como um adjunto adverbial de modo.
TRIVELA é o chute dado com o lado externo do pé, e todos dizem que são os três dedos que tocam a bola, dando um incrível efeito, fazendo-a girar numa trajetória semelhante a um arco de círculo. Mas como se sabe que o chute foi dado com os três últimos dedos externos do pé, se a chuteira os encobre totalmente? Tentaremos responder, buscando as origens desse termo. Não temos conhecimento, hoje, de nenhuma tentativa de explicação. Como sempre fui seduzido pela questão das origens, pois tudo que está escondido no passado e faz parte da vida do homem, me encanta e desperta curiosidade, procurei tentar descobrir o que deu motivação a esse termo do futebol, mesmo sabendo que, em matéria de linguagem, a arbitrariedade do signo lingüístico existe e nos foi ensinado magnificamente pelo mestre franco-suíço, Ferdinand Saussure.
A decomposição mórfica desse vocábulo parece ser TRI + VELA. Se essa for a formação, isto é, se esses forem os elementos constituintes do vocábulo TRIVELA, cada um deles deve ter um significado, pois parece que são dois monemas, de acordo com a constituição mórfica desse termo. TRI corresponde ao significado três. E VELA? Bem, aí é que entra a observação e a experiência do pesquisador. Tudo leva a crer que VELA é o termo que irá significar, por metáfora, cada um dos dedos do pé do atleta, pois como os dedos das mãos, os dedos dos pés têm a forma de velas de aniversário, pequenas, com a unha no lugar da chama viva. Com um pouco de imaginação pode-se quebrar a arbitrariedade do signo lingüístico, tornando o significante motivado, dando origem a essa interpretação. São três velas os três dedos externos do pé do atleta, que com eles chuta a bola. E mais, o vocábulo surge com expressividade fônica: /TRI/-/VE/-/LA/. E se imaginarmos que o chute fosse dado com os quatro dedos, pois tudo está encoberto pela chuteira? Aí, então, talvez, pudessem surgir os termos TETRAVELA ou QUADRIVELA, o que, convenhamos, não seria eufônico, nem seria compatível com os mistérios do futebol e de sua magnífica linguagem figurada, pois TETRA é vocábulo dissílabo, mais longo e menos popular do que TRI. QUADRI está no mesmo caso da quantidade silábica e não tem nenhuma expressividade significativa. O povão não traduziria estas formas... Está aí, pois, registrada, mais uma humilde colaboração na área da interminável investigação linguística.

ATÉ A PRÓXIMA

sexta-feira, 2 de julho de 2010

D E S E S T A B I L I Z A Ç Ã O

Quem é pobre não se desequilibra, haja vista o sofrido povo nordestino que passa por secas e enxurradas, por descasos das autoridades públicas e por ataques de bandidos aos sofridos flagelados de todo tipo. Quem é pobre não se desequilibra nem se desespera. O pobre está sempre se referindo a um outro sistema simbólico para tentar explicar suas vicissitudes, pedindo a Deus e ao “Padim Padi Ciço” uma interferência a fim de que não o faça sofrer mais e botar sua vida nos trilhos. Quem é pobre se resigna com as coisas adversas e não se desespera, pelo contrário, não ameaça ninguém nem dá ponta-pé nos outros, nem murro nos postes ou no chão, de cabeça baixa. Quem é pobre acha até que tudo é o desejo do Onipotente, o responsável pela privação e provação, quando perde casa, gado, plantação e até seus entes queridos, mas não se desequilibra. Quem é pobre tenta encontrar um caminho mais curto, mas difícil, para sair da pobreza, mesmo não tendo quase nenhuma opção para isso. Então, o pobre, em sua maioria absoluta, vai tentar ser jogador de futebol. Aí, com muita sorte e também esforço ele vence, sai da caatinga, da favela (agora chamada de comunidade), das cidadezinhas tristes e sem graça nenhuma do interior do Brasil e vai, às vezes, sem passar pelos grandes centros das capitais, diretamente para o exterior. Vai para a Europa. Vai para o Real Madrid, para o Barcelona, para o Milan, para o Benfica, para o Manchester United, para o Arsenal, para o Paris de Saint-Germain, para o fim do mundo, para as Arábias, para os Emirados e Sultanatos do Islã. Então, esses meninos jogadores de futebol se tornam ricos e só voltam ao Brasil, para a Granja Comary, em Teresópolis, para servirem à Seleção Brasileira. Tornam-se canarinhos ricos, verde de dólar e amarelo de camisa cheia de propaganda. Dizem que esses jogadores, oriundos da pobreza, se transformam e passam a ter um sistema emocional compatível com sua nova posição de craque, de estrela pop, de “enfant gâté” de treinadores e de cartolas do futebol nacional e internacional. Mas onde está o equilíbrio emocional? Não existe, porque ao se tornarem ricos, com sua vida estabilizada, seu parentes próximos todos com a vida ajeitadinha, tudo cem por cento organizado e resolvido materialmente, perdem o equilíbrio emocional que devem manter dentro de uma competição, porque já têm muito e pensam que podem fazer o que lhes vem à cabeça, do charminho aos pisões desleais e criminosos, prejudicando toda equipe. De mais a mais pensam que se fizerem alguma besteira nada têm a perder. Estão pouco ligando para essa de autocontrole. Se conseguiram vencer a miséria, a fome e a morte súbita no agreste interiorano ou no fundo do nordeste brasileiro, pensam ser jogadores de futebol que desequilibram tudo e todos, não se importando com as dificuldades de um jogo decisivo, por exemplo. Admitem para si mesmos que a vitória chegará a qualquer momento, mas não estão preparados para o pior. Chegando esse pior, na forma de um fantasma ou na forma de um acidente em campo, se descontrolam e assim se comportam porque são ricos, ganham muito, mas muito mesmo, e quem quiser que prepare justificativas de toda sorte para explicar as suas inconsequências. O pobre não se desequilibra. Os ricaços de nossa Seleção Brasileira de Futebol, sim. Com isso tudo ficamos muito tristes, mas o Brasil pode até ter um lucrozinho (e que sirva de lição, mesmo), porque, tenho certeza, muitas outras crônicas vão aparecer centradas na soberba de alguns de nossos jogadores, para corrigir de vez todos esses erros desconcertantes na formação de um eleco que não reside mais aqui, nem nas grandes cidades, nem na caatinga e agreste nordestinos e, muito menos, nas favelas e alagados dos pauls lamacentos, há muito tempo.

ATÉ A PRÓXIMA

sexta-feira, 26 de março de 2010

BLÁ-BLÁ-BLÁ FUTEBOLÍSTICO







Os comentaristas dos jogos de futebol pela televisão são chamados a intervir, pelos narradores e falam do jogo como se falassem para os técnicos das equipes que estão disputando a partida. Para quê? Que efeito objetivo tem esses comentários, se, só quem ouve essas opiniões, às vezes muito subjetivas, são os telespectadores? E, é bom dizer, que muitos de nós, míseros desconhecedores dessas estratégias, para garantirem vitórias extraordinária, não estamos interessados em ouvir esse blá-blá-blá chatíssimo. O jogo que é bom, mesmo, deixa de ser narrado. Mas no caso da televisão, alguém pode dizer que se já estamos vendo tudo, para que narrar o jogo todo? Mas não é assim, não! Sobre isso também falei em livros, artigos e palestras. Se esses comentários fossem feitos, como antigamente, durante o intervalo das partidas, seria bem melhor. Até técnicos menos qualificados poderiam ouvi-los.... Mas não posso deixar de perguntar. Será que esses comentários, como são feitos, dentro da partida em andamento, são assim idealizados para dar emprego a jornalistas esportivos, fora das redações dos jornais? Aliás, na briga por audiência, este meio frio que é a televisão é muito mais competitivo do que aquele gutembértico meio quente de comunicação, o rádio. Esses comentaristas falam demais. Leem estatísticas de eventos passados, todos elaborados pela produção e muitas vezes chamam a esses dados pesquisados nos bastidores da história do futebol de “scout”. Sobre esse indigesto termo inglês podem ler o que escrevi em meu último livro, FUTEBOL FALADO e sua dramática linguagem figurada (Ver a capa em cima). Dizemos estas coisas, não por temos ojeriza aos estrangeirismos, pois possuímos a consciência lingüística de que são inofensivos ao sistema da língua portuguesa, pois surgem de relacionamentos culturais, entre povos, naturalmente, e esses empréstimos ou estrangeirismos, são, ainda, de natureza léxica e não morfológica e em nada podem mudar a língua portuguesa, que permanecerá a mesma. Mas os chamo de indigesto porque são chatíssimos e pedantes. O povão não sabe o que é isso. Será que só o povão? Mas, voltando a esses arroubos de modice. Muitos comentaristas se expressam rebuscadamente por uma imposição da sofisticação de suas casas de trabalho, uma questão locativa, isto é, por atuarem em emissoras requintadas, colocadas no topo de distinta estrutura, e por estarem à frente das demais, no “rank” técnico e estético. Quando a rádio ou a emissora de TV é mais popular, seus comentaristas de futebol mudam o linguajar. Bem isso é válido e aí está o meu “mandiocal” ou o “corpus” das pesquisas linguísticas que venho realizando.

ATÉ BREVE

quinta-feira, 11 de março de 2010

CHUPANDO O DEDO



Há uma pitadinha de culpa, por parte dos jornalistas esportivos, quando assinalam em manchetes que um time ou um jogador ou até muitos jogadores humilham (sic) os adversários em campo, insistindo em termos como “massacre” e seu campo semâtico, relacionado a GUERRA, como já falara, na França, Robert Galisson, na década de 70, para citar apenas um autor estrangeiro, especializado nas linguagens especiais dos esportes de massa. Mas que culpa é essa a que me referi na primeira linha desta reflexão crítica? Trata-se da expansão da violência nos campos de futebol, pois esses comentaristas esportivos corroboram, sim, com a violência, pois disseminam a ideia de que as jogadas espetaculares são ofensas aos adversários. Se esse é o pensamento de alguns repórteres, comentaristas, locutores esportivos, homens até com razoável estudo e grau de instrução superior, imaginem o que pode acontecer na cabeça adolescente de meninos deslumbrados pela fama, que escutam isso e que estão nascendo, agora, para as glórias do futebol! Na goleada do Santos (10 a 0), ontem (10/03/10), na Vila Belmiro, contra o trava-língua Naviraiense, do Mato Grosso do Sul, pela Copa do Brasil, houve, após o jogo, algumas declarações desses meninos que ainda chupam o dedo nas comemorações de seus gols. Robinho disse: “Aproveitamos bem as oportunidades, que foram muitas. E não tem que ter pena, pois se o Santos estivesse sendo goleado, o adversário também não teria. E a melhor maneira de respeitar o adversário, no futebol, é não parar de buscar o gol". O meia Marquinhos, autor do sexto gol do Santos, confirmou o discurso de Robinho. "Isso que estamos demonstrando é futebol show. Pedalando na hora que pode e fazendo gols. A humildade é o caminho para o sucesso e precisamos manter isso", disse. Até que as duas declarações dos garotos são razoáveis. Mas uma manchete, desse mesmo jogo, que aparece no Portal Terra, é preocupante. Ei-la: “Neymar humilha três e o goleiro em massacre santista”. Isso é um Fait-divers com repercussão linguística e sociológica. Vejamos. HUMILHAR significa tornar desacreditado, mal afamado, rebaixar. Convenhamos que não são significados nada elogiáveis ou gentis... MASSACRE vem do francês “massacre”, que significa ato de causar a morte de muitas pessoas ou animais. Tanto é assim que puristas da língua portuguesa (não nos incluímos neste caso) sugerem que em seu lugar se use trucidar, ou chacinar, ou humilhar, evitando, assim, o galicismo. Pelo exposto, não concordamos com essa descrição do jogo, o futebol falado, mesmo metafórica, por entendermos que é prejudicial à formação integral desses adolescentes e uma deformação impressionista da realidade esportiva, e que não condiz com a ética esportiva.





ATÉ A PRÓXIMA

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

FIFA. FUTEBOL E ROUBALHEIRA À VISTA



Nosso governo é mesmo um grande aleijão democrático. Se a coisa não é democrática, não deve permanecer na vida democrática. Ora bolas! Vejam, como exemplo, a famigerada Medida Provisória dos tempos da Ditadura Militar. Continua firme e forte no Governo Lula, mesmo sendo por ele execrada na época da sua hipócrita campanha eleitoral. Agora, o ministro do Esporte, Orlando Silva (não é o Cantor das Multidões, não) informa que o governo federal enviará ao Congresso Nacional, em fevereiro, projeto de lei concedendo isenção total de impostos federais à Federação Internacional de Futebol (FIFA), para a organização da Copa do Mundo de 2014. Isso é tirar dinheiro que seria arrecadado para, teoricamente, servir ao povo, como, por exemplo, em infra-estrutura ou coisa parecida. É fazer barretagem com o chapéu alheio, por força de uma promessa, também demagoga, que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, o filho do Brasil, ou qualquer outra filiação adequada, fez em 2007, para que a Copa do Mundo de Futebol fosse realizada no Brasil, em 2014. Estão abertas as comportas para todos os tipos de pilantragens de todos os números de Caixas, desde a de número dois até o infinito. Licitações fraudulentas e temas incluídos em variadíssimos itens de empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de produtos esportivos, alguns bons, outros fajutos, tudo a ser adquirido pela FIFA, sendo ou não sendo necessário, seria elencado e isento de imposto, favorecendo a terceiros e a toda corja de maus empresários, brasileiros desprovidos do menor senso de ética e outros valores necessários à verdadeira cidadania. Enfim, mais uma porta aberta para a pilantragem ciscar contente nessa nossa desavergonhada vida pública brasileira. Tudo, agora, em nome também do futebol. Uma pena!


ATÉ A PRÓXIMA